domingo, 5 de junho de 2011

Um sonho no bolso e o pânico à vista

Uau!! é lindo! – Disse o rapaz ao ver uma fotografia coberta de pó e afixada num placard de cortiça. Ele estava numa casa abandonada em Blackrock, uma aldeia de Dublin, a estrada passava mesmo em frente  e  uma farmácia do outro lado da rua ia atendendo os clientes que lá iam passando. O rapaz limpou a foto com a mão, a legenda que estava por de baixo da foto, estava escrita à mão e bastante difícil de se perceber, no entanto ao fim de algum tempo conseguiu ler: “A cidade perdida dos Incas”. Os seus olhos cintilavam ao ver a magnífica cidade conhecida internacionalmente como: “Machu Picchu” – Um dia eu vou lá. – Prometeu a si mesmo.
Guardou a fotografia no bolso, junto com a promessa de ir aquele lugar um dia. Continuou a vasculhar a cave em busca de mais alguma coisa interessante. A mobília era velha e estava em péssimo estado, o cheiro era a um mofo abrasador, a casa não tinha electricidade e apesar de ser de dia e estar sol, na cave era sempre noite, não tinha nenhuma janela nem nada que deixasse entrar uma réstia de luz. Aquele sítio era assustador, as aranhas dominavam o lugar, as teias eram pequenos obstáculos no caminho e havia um movimento suspeito e intimidador rasteiro ao chão, talvez ratos ou mesmo cobras habitassem aquele lugar e duvido que gostem de ter “companhia”. Todavia, isso não foi motivo suficiente para afligir o rapaz, continuou numa busca meticulosa pela cave. Tinha apenas uma lanterna pequena presa na cabeça, no entanto, para ele, era suficiente. Abriu gavetas, portas do armário, varreu todas as paredes com os olhos, analisou cada pedaço daquela cave. Avistou uns caixotes e uns sacos pretos enormes a um canto, aproximou-se e começou a abri-los. Os caixotes estavam vazios e os sacos de plástico estavam carregados de lixo no seu interior, voltou para trás e tropeçou numa carpete enorme. Ao tropeçar arrastou um pouco de carpete consigo e caiu no soalho de madeira cheio de lixo. Não se sentiu seguro e levantou-se imediatamente. Ao ajeitar a carpete, reparou que havia um alçapão por de baixo daquela carpete.
- Ora esta, um alçapão. Será que consigo abrir aquilo? – Uma pergunta pertinente, era fantástico existir ali um alçapão, uma passagem secreta, porém, não tinha ainda encontrado alguma chave ou qualquer outra coisa que pudesse abrir aquilo.
Observou o sistema de fecho e constatou que era através de uma chave, ou duas. Pois, continha dois cadeados.
- Tenho de arranjar qualquer coisa que abra isto! – disse num tom determinado e confiante.
Procurou pela casa toda alguma coisa com que pudesse abrir aquilo, ele pensava em chaves, pé de cabra, martelos, alicates, berbequim, qualquer coisa que detivesse aqueles cadeados. Estava a escurecer e ainda não tinha encontrado nada que servisse.
Ahh Ah! Cá está! Isto deve dar! – O seu tom era deveras confiante, acabara de encontrar um maçarico bastante potente e ainda com o gás pela metade. Ao fim de 15 minutos conseguiu deter os dois cadeados. Puxou pela alça do porão. Um cheiro horrível apoderou-se da cave, ele olhou para baixo e…
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH – Gritou o rapaz, apavorado.

sábado, 4 de junho de 2011

A vida não derrubou o rapaz

Com uma mochila de montanhismo às costas, aparentemente bem pesada, divagava um pobre rapaz pelas ruas movimentadas de Paris, apesar do seu aspecto pouco “limpo”, o jovem vagueava sorridente e sempre de cabeça levantada, deslumbrado com tudo o que os seus olhos viam.
- Oops - reagiu o rapaz, ao ser atingido nas pernas por uma criança que corria desamparada enquanto olhava para trás. O impacto foi duro para ela, ao embater no rapaz, caiu no chão e iniciou um choro continuo e desesperado. Ele baixou-se e agarrou-a imediatamente, levantou-a e confortou-a. - Comme tu te appel? - Perguntou ele. - ainda bem que se aprende um pouco de tudo em Portugal - pensou.
A rapariga não entendeu e ainda começou a chorar mais; para desespero do rapaz que não parecia saber o que fazer. 
- Ela não é francesa, não vejo ninguém à procura dela, e agora? - questionou-se. 
A menina aparentava ter três anos, tinha o cabelo cortado pelos ombros, de tom castanho claro, com risco ao meio, os seus olhos eram castanhos esverdeados, o seu nariz era muito pequenino e tinha uns lábios extremamente finos. Não tinha nenhuma mala, bolsa, mochila ou qualquer outra coisa que pudesse conter algo que ajudasse a identificá-la ou levá-la aos seus pais. O rapaz tinha o braço esquerdo em volta dos ombros da menina ia-a confortando e olhando para todos os lados à espera de encontrar alguém desesperado à procura de uma rapariga perdida. 
- O que é que eu faço contigo(?) - pensou. - Hey baby, what's your name? - Arriscou numa tentativa desesperada de fazer captar a atenção da menina que não parava de chorar, as pessoas passavam e não ligavam nenhuma, era tanta agitação naquela rua que quase não se ouvia a rapariga chorar. 
- Mommy!! I want my mommy!! - gritou a rapariga a chorar e a soluçar. 
- Jesus.. Ela fala inglês.. - disse o rapaz boquiaberto, porém, não perdeu tempo em continuar a conversa, começando por dar-lhe alguma confiança. -  It's ok baby. I will take you to your mom. - disse num tom calmo e carinhoso, olhando-a nos olhos. - What's your name, beauty girl? - Não podia perder mais tempo, agora que conseguia comunicar com ela, tinha de se despachar.
- Zoe. - respondeu ela num tom carinhoso assim que parou de chorar e se acalmou.
- Ok Zoe. Where you come from?
- England. - Respondeu ela, com os olhos no chão, embora já estivesse bastante calma.
- Realy? nice! I like England. and.. What's your mother's name?
- Rachel Bullock.
- Ok Zoe. Let´s go! We will find your mommy.
Caminharam durante horas pela cidade, estavam-se a divertir, passearam pelos jardins de Paris, tiraram fotos engraçadas pela cidade, lancharam na esplanada de um café e ao fim do dia o rapaz foi à policia municipal, explicou a situação, entregou a criança e deu os poucos dados que tinha, a policia ficou com os dele e só ao fim de várias horas é que o deixaram vir embora. 
Saiu da esquadra, estava noite cerrada e o frio começava-se a sentir. Vestiu uma camisola, colocou o gorro da mesma na cabeça e seguiu o seu caminho. By the way, Zoe significa Vida no país de origem (Grécia)





segunda-feira, 30 de maio de 2011

O inicio da viagem

Sentado num banco do jardim, um rapaz com um aspecto jovem mas pouco cuidado com uma mochila enorme ao seu lado, observava as pombas que se encontravam à sua frente, cada vez apareciam mais, lutavam por migalhas mínimas que se alojavam entre as pedras cúbicas da calçada. Uma agitação frenética e um aglomerado de pombas cada vez maior. Observa-as atentamente, pelo menos aparentemente, um olhar mais atento repara que o olhar dele é vazio e focado apenas naquela agitação por mera coincidência. Um cigarro ao canto da boca ia desaparecendo a pouco e pouco, estava tão concentrado nos seus pensamentos que já não se lembrava que o tinha acendido.
- Tens lume? - Perguntou uma jovem, com um aspecto moderno, muito bem cuidado e com cerca de vinte anos. Ao abordá-lo e ao passar à sua frente afugentou todas as pombas que agora esvoaçavam e rasgavam o ar que os rodeia, pousando pouco depois mais à frente para uma nova busca de comida, não tinham parado de bicar mas não pareciam satisfeitas. Passa-se o mesmo com as pessoas, nunca estamos satisfeitos com aquilo que temos.
- Ahm?? O quê? - Respondeu o rapaz como se tivesse acabado de acordar. Contudo, não acordou com a voz da rapariga, mas sim com agitação das pombas.
- Desculpa incomodar, não te queria assustar - disse ela num sussurro quase a gaguejar, porém, possuía uma voz doce e suave que deixou o rapaz encantado. - Perguntei-te se tinhas lume.
- Ah.. Ahm.. sim.. sim.. claro - respondeu o rapaz de forma atrapalhada, ainda um pouco atordoado, levou a mão ao bolso direito dos calções e tirou um isqueiro de metal, um zippo tradicional. - Toma.
- Obrigado - Agradeceu, acendeu o cigarro e devolveu-lhe.
- (de) Nada. - Respondeu ele com uma voz fraca, como se pressentisse o fim desta pequena conversa. No entanto ela reparou nesse aspecto.
- Não pareces bem.. Está tudo bem?.. desculpa a indiscrição. - a suavidade e a pureza da voz dela deixava o rapaz mais hipnotizado do que já estava. A verdade é que aquela voz era música para os seus ouvidos. Eu tenho de dizer alguma coisa, não posso perder esta oportunidade de conhecer esta rapariga. - pensou ele.
- Não tem mal - precipitou-se a responder, disse tão rápido que quase que a assustava, notou-se que ficou admirada. -  Ahm.. pois.. é que.. é isso.. realmente tens razão, já tive dias melhores - lamentou-se, com olhos postos no chão, incapaz de olhar aqueles olhos castanhos avelã, que pareciam sorrir para ele.
- Pois, dá para reparar. Há alguma coisa que eu possa fazer? - A rapariga insistia em tentar ajudar, falava de forma calma e segura e parecia começar a cativar a atenção do rapaz. - Pelo menos posso-te ouvir, se quiseres, claro. Há quem diga que sou boa ouvinte e boa conselheira. -  insistiu outra vez, mas agora esboçando um sorriso no final, ele olhou para ela no momento em que ela sorriu e ficou maravilhado. Parecia que no espaço de cinco minutos tinha passado do mundo negro e cinzento para o mundo colorido e sorridente. Ao ver aquele sorriso foi incapaz de não esboçar um também, embora não tivesse mostrado os dentes. A verdade é que a rapariga estava a fazer progressos. Ele parecia mais animado, embora ainda muito cabisbaixo e com um olhar triste, porém, as coisas pareciam estar a encaminhar-se.
- Obrigado. - Viu-se que foi um "obrigado" sincero, encarou-a nos olhos e respondeu, mas logo a seguir voltou a por os olhos na calçada - Há muito tempo que não falava com alguém como tu, pareces preocupar-te comigo, até reparaste que não estava bem, falas com uma simpatia enorme e uma delicadeza que eu desconhecia, isto tudo sem me conheceres. Deves ser uma rapariga fantástica, só uma... - O rapaz estava tão admirado com a simpatia dela que estava a divagar e a rapariga interrompeu-o.
- Hey, obrigado pelas palavras, eu estou aqui para te ajudar no que for preciso, já chega de elogios - disse a rapariga num tom calmo e sorriu para ele - Vamos fazer assim, vamos começar do principio, como te chamas?

domingo, 22 de maio de 2011

(ANÁLISE) da foto da minha vida


"Tão ABSTRATA é a ideia do teu ser 
Que me vem de te olhar, que, ao entreter         
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista, 
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente, 
E a ideia do teu ser fica tão rente 
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me 
que tu és, que, só por ter-me 
Consciente de ti, nem a mim sinto. 
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto 
A ilusão da sensação, e sonho, 
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo 
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho 
Do interior crepúsculo tristonho 
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo." 
      
Fernando Pessoa      12-1911

domingo, 15 de maio de 2011

you are so special

I got nothing to lose. Run away? or be an runaway? My choise is run, by the way. And don't tell me to stay, oh, yeah, you never would say that. I know you don't love me, you never loved.

My heart beats for live, hit by an impossible love, rather, by an unattainable love. My legs run to keep me alive. And you get away from me, more anda more. I can run to hell, but one thing I'm sure, I'll never forget you. 

                  You were always so far and so close at the same time. 

I realized that there is a great similarity and a big difference between YOU and BREATH, you are just as important as breathing, on the other hand, I rarely think about breathing. 

So.. I can run, I can get away, I can hide my self, I can disappear, I can try don't think in you. I can try... and try.. and try again.. and the final result is always the same. 




"As an unperfect actor on the stage
Who with his fear is put besides his part,
Or some fierce thing replete with too much rage,
Whose strength's abundance weakens his own heart.
So I, for fear of trust, forget to say
The perfect ceremony of love's rite,
And in mine own love's strength seem to decay,
O'ercharged with burden of mine own love's might.
O, let my books be then the eloquence
And dumb presagers of my speaking breast,
Who plead for love and look for recompense
More than that tongue that more hath more express'd.
O, learn to read what silent love hath writ:
To hear with eyes belongs to love's fine wit."            

"Como no palco o actor que é imperfeito
Faz mal o seu papel só por temor,
Ou quem, por ter repleto de ódio o peito
Vê o coração quebrar-se num tremor,

Em mim, por timidez, fica omitido
O rito mais solene da paixão;
E o meu amor eu vejo enfraquecido,
Vergado pela própria dimensão.

Seja meu livro então minha eloquência,
Arauto mudo do que diz meu peito,
Que implora amor e busca recompensa

Mais que a língua que mais o tenha feito.
Saiba ler o que escreve o amor calado:
Ouvir com os olhos é do amor o fado."

William Shakespeare

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Em linha Recta

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."

Álvaro de Campos

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Amo-te

Estou de rastos. Não consigo acreditar que te perdi. Significas muito para mim, passámos momentos inolvidáveis e fantásticos juntos. Eras tudo com que eu sempre sonhei, há mais de um mês que estávamos juntos e de um dia para outro desapareceste da minha vida. Foi como me tivessem arrancado o externo, me abrissem a caixa torácica, me rasgassem os pulmões e me retirassem o pedaço de carne que bombeia a minha vida.
Planeava ir contigo ao Algarve em Fevereiro, íamos passar momentos mágicos juntos, ia ser memorável. Nem quero imaginar o que te podem estar a fazer neste momento, quem te possui e onde poderás estar. Tiraram-te da minha vida como quem colhe uma flor de um jardim, mas a dor é como quem tira um chupa a uma criança, que o saboreia sempre como se fosse o primeiro, esquece tudo e, simplesmente, sorri com os olhos cintilantes.
Ninguém tem o direito de retirar uma fonte de prazer de outra pessoa. É um crime que varia consoante o tamanho da fonte. Neste caso ela era enorme. Quero que se faça justiça, pois muito provavelmente nunca mais a vou ver. Apesar de a esperança ser sempre a ultima a morrer, guardar-te-ei sempre no meu coração. Amo-te.





quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

5 contra 1



Já falta pouco para eu ir votar para o próximo presidente de Portugal, no próximo domingo é o dia em que todos os portugueses, maiores, inserem ou deviam inserir um papelzinho com uma cruz na pessoa que considerem que tenha capacidade para levar este país para a frente. Aníbal Cavaco Silva, com o apoio do PSD e do CDS-PP; Fernando Nobre, diz ser independente; Defensor Moura, também independente apesar de ser deputado pelo PS; Francisco Lopes apoiado pelo PCP e pelo Partido Ecologista Os verdes; José Manuel Coelho, apoiado pelo PND e por fim o Manuel Alegre com o apoio do PS e do BE. São estes os 6 candidatos a presidente da república que mais se ouviram falar. Cavaco Silva é o actual presidente e se este ano não for excepção ganhará outra vez as eleições, ou seja, comandará as tropas por mais 5 anos. Até hoje todos os presidentes cumpriram dois mandatos. Será este ano diferente? Não me parece.
 Cavaco Silva diz que irá custar muito ao país se houver uma segunda volta, a mim soa-me a medo, o que não quer dizer que não seja verdade. Fernando Nobre, presidente da AMI, afirmou que Portugal precisa é de um Presidente que venha verdadeiramente da sociedade civil, que seja independente, que nada precise da política e que conheça bem o país e o mundo. Mas o que não falta para aí são pessoas que venham da sociedade civil, sejam independentes, não precisem da política para nada e conheçam bem o país e o resto do mundo. Até porque o mais difícil disto, é conhecer o mundo, porque senão até eu era um deles. Francisco Lopes, electricista de profissão e deputado comunista por hobbie garante ser uma forte alternativa tanto no próximo domingo como na 2ª volta contra Cavaco Silva. A fé é sempre uma opção. Os seus apoiantes dizem que ele foi o único que lutou contra o orçamento de estado e por isso vão votar nele. Toda a gente sabe que sempre que há eleições para Presidente da Republica o PCP lança um indivíduo para tentar sacar alguns votos ao principal candidato, neste caso, o Cavaco Silva. Veremos se têm sucesso. Defensor Moura afirma que Manuel Alegre se deixou capturar pela extrema-esquerda e que o seu principal adversário é Cavaco Silva e que foi por estar contra ele que se candidatou, vejamos, o seu objectivo é evitar a todo o custo que a direita ganhe à primeira volta mas também não quer que a esquerda ganhe o que quer que seja, mantém a sua posição bastante central e diz que é assim que se ganham eleições presidenciais, ganhando o centro. Cada um com a sua convicção, é justo. José Manuel Coelho, o madeirense que já pertenceu ao PCP, pertence agora ao PND, diz que irá à 2ª volta e que é necessário fazer uma vassourada na justiça, fala de corrupção, tráfico de influências e aponta o dedo aos juízes de Portugal, acusando-os de ganharem balúrdios e não fazerem justiça em nome do povo, afirma que o seu objectivo é fazer com que se cumpram ideias da Revolução Francesa, a separação de poderes (judicial, politico e legislativo) que segundo ele não se verifica em Portugal. Manuel Alegre, em resposta a Cavaco Silva sobre a questão financeira e o facto de ir á segunda volta ser prejudicial para o País, diz que Cavaco é populista e demagogo e ainda acrescenta que este já gastou mais 30 % do que o seu antecessor. Como se isto fosse o mais importante para discutir, enfim, divertem-se. Como era de esperar Sócrates, não deixou passar a oportunidade de dar a sua opinião, afirma que precisamos de um presidente que fale menos nos poderes dos outros. (?) Isto é que ele acha que é mais importante para o país? Que não questionem os poderes dele? Lógico que esta boca foi dirigida ao Cavaco, mas se isso é o mais importante para o país no entender dele, começo a ficar deveras preocupado. Já sabes em quem vais votar? Eu Não!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Renato, o estripador

Dois nomes, um crime e Nova York andam na boca de toda a gente, ao que parece um jovem português, modelo e licenciado em desporto, já conhecido por quem assistiu ao programa de modelos da SIC, assassinou brutalmente uma figura pública portuguesa de 65 anos num quarto de hotel em Nova York. Todos comentam o sucedido mas ninguém sabe ao certo o que aconteceu nem as razões que alegadamente levaram o jovem a cometer um acto desta natureza. Carlos Castro, jornalista e cronista português foi no dia 7 de Janeiro morto, literalmente, pelas mãos de Renato Seabra de 21 anos que o terá estrangulado até à morte, terá ainda pisado a sua cara com as botas e mutilara-o sexualmente. Carlos acreditava que a sua morte estava para breve e ao que parece terá dito à irmã, dias antes do homicídio, que sentia medo do jovem. Renato Seabra viajou para Nova York juntamente com Carlos Castro para tentar subir na vida e poder sonhar mais alto no mundo da moda, porém, algo de muito estranho se passou em Nova York. O crime aconteceu por volta das 14h, o rapaz foi visto a abandonar o hotel às 19h e 4h depois aparece no hospital com os pulsos cortados. Encontra-se neste momento internado e sem dizer uma única palavra para o mundo. Este jovem arrisca-se a passar mais de metade da sua via na prisão, a perder a sua juventude, a perder o seu sonho, a deitar tudo por água abaixo, como se costuma dizer. É morrer na praia. Um jovem com um futuro tão promissor, é uma pena estar enjaulado. Só me interrogo sobre uma coisa, o que leva um jovem como este a cometer um acto animalesco deste tipo? 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

por ti e por um futuro melhor, pratica

Uma viagem monótona, nocturna e depressiva como sempre. Adoro observar e não pude deixar de reparar na agitação de um indivíduo que estava sentado ao lado de um senhor já com alguma idade. Respirava de forma ofegante e abanava-se consecutivamente, há-de ter uns 40 anos, 1.90m de altura e, à vontade, 200kg. Mudou-se para o banco de trás onde podia utilizar os dois bancos porque realmente uma pessoa com estas dimensões 2x1 tem que ocupar dois lugares para se sentir confortável. Ainda assim, não estava fácil, começou por tentar deitar-se nos dois bancos a ler um livro mas lá percebeu que era um bocadinho grande para isso. Já sentado, encostado á janela, ocupava os dois lugares, pegou outra vez no livro e recomeçou a ler. Contudo, continuava agitado, mexia-se muito, levantou-se e puxou de uma garrafa de água de 1,5l da sua mala, sentou-se e de rajada despejou metade da garrafa, prosseguiu a leitura, soltou um pequeno arroto, fingiu que não era nada com ele, continuou focado apenas no livro e de vez em quando soltava uns guinchos como o dos ratos. Um homem deveras esquisito mas que retrata e bem a obesidade mórbida em Portugal que lamentavelmente tem vindo a aumentar, há mais de 300 mil pessoas com o IMC superior a 40, ou seja, com obesidade extremamente elevada ou muito grave. Nada de que nos possamos orgulhar, aproveito para te chamar à atenção dos benefícios da actividade física para a saúde assim como uma alimentação rica e saudável.

“ A actividade física é um meio de prevenção de doenças e uma das melhores formas de promover a saúde de uma população.

A actividade física e os desportos saudáveis são essenciais para a nossa saúde e bem-estar. Constituem um dos pilares para um estilo de vida saudável, a par de alimentação saudável, vida sem tabaco e evitar outras substâncias perigosas para a saúde.
A prática regular de actividade física e o desporto beneficiam,  física,  social e mentalmente, toda a população, homens ou mulheres de todas as idades, incluindo pessoas com incapacidades.
A actividade física é:
  • Para o indivíduo: um forte meio de prevenção de doenças; 
  • Para os governos: um dos métodos com melhor custo-efectividade na promoção da saúde de uma população.”

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

tudo tem um fim

Uma bola gigante com  6,800,000,000 nódoas um dia vai acabar, como?  Quando? Ninguém sabe ao certo, porém não faltam teorias, nunca faltaram. O calendário Maia (os Maias, tinham um calendário mais preciso, mais complexo e muito mais holístico que o nosso, previram vários acontecimentos que entretanto se passaram, como a chegada do homem branco,  Hernan Cortez, a 8 de Novembro de 1519) prevê que algo de muito grave se passará no solstício de Inverno, 21 de Dezembro, de 2012. Sabe-se que nesta data durante o solstício a Terra estará alinhada com o Sol e com o centro da nossa galáxia, Via Láctea, no centro dela existe um buraco negro super massivo. Baseados em Einstein e em alguma informação astronómica, há quem diga que o alinhamento com este buraco negro super massivo levará a uma mudança do campo magnético terrestre, que acontece periodicamente. Isto levará a tsunamis, vulcões, terramotos, etc. O muito antigo I Ching, um livro Chinês sobre concepções do mundo e filosofias de vida, que prevê que o mundo irá acabar a 21 de Dezembro de 2012. Sibyl, uma profetisa/oráculo em Roma, tal como a de Delphi na Grécia, também previu correctamente vários acontecimentos e prevê o fim do mundo para mais ou menos a mesma data que os anteriores. E muitos outros profetas apontam também para esta data, parece que todos os videntes, profetas, adivinhos, profetisas, bruxos e bruxas do mundo chegaram a um consenso, 21 de Dezembro de 2012 parece ser o dia escolhido por eles para nos despedirmos do mundo. Porém, a bíblia, tanto quanto sei, aponta o fim do mundo para 2020. Nunca iria haver um consenso total, mas desta vez muitos apostaram na mesma data para o maior holocausto alguma vez visto, será que têm razão? De uma coisa eu tenho a certeza terei sempre em consideração o conselho de F.P. até ao fim da minha vida, seguirei sempre o meu destino, regarei as minhas plantas, amarei as minhas rosas, o resto é a sombra de árvores alheias. Na adolescência pensa-se em milhões de coisas, milhares de sonhos, centenas de objectivos, pensa-se em tudo menos em morrer, só se pensa nisso quando os sonhos e os objectivos foram cumpridos ou já estão fora do prazo. Sonho ir ao Yosemite National Park situado na Califórnia, mergulhar nas profundezas da Grande barreira de Coral situado na Austrália, ir de França para Inglaterra de canoa, ir de bicicleta até à Escócia, entre outras coisas simples. E tu o que sonhas fazer? Faz o que tens a fazer antes que seja tarde demais, não desperdices oportunidades, não sabes quando voltas a ter outra, podes ter menos tempo do que imaginas. E se o mundo acaba-se amanha? O que fazias? O que mudavas? Como reagias? Quem abraçavas primeiro? Quem querias ver? Com quem passavas as ultimas horas?  


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

(As melhoras)

Maldita febre matinal, fizeste-me acordar a ferver e com atrozes dores de cabeça sinto-me, neste momento, como Álvaro de Campos um dia se sentiu:"A dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica/tenho febre e escrevo/Escrevo rangendo os dentes". Sinto-me como tivesse os meus neurónios todos aos saltos, a dançar à volta de uma fogueira; fogueira esta, que me queima o cérebro e me seca a garganta. Preciso urgentemente de algum neurónio que seja bombeiro, sinto o sistema nervoso a dilatar e as minhas sinapses a fazerem faísca aumentando cada vez mais a labareda dentro da minha caixa craniana. Sinto tonturas à mínima rotação da cabeça, o frio psicológico abana o meu corpo como uma vara ao vento, levo a mão à cabeça e questiono-me o que mais pode correr mal; estes últimos dias deixei de me sentir a viver mas sim a sobreviver. Sinto que me aproximo do inferno, talvez seja da minha temperatura, é verdade, mas não creio que seja só isso. Sinto a necessidade de escrever, as mãos regelam e a cabeça arde mas não paro, nunca paro. Quando parar morri. “Tenho febre e escrevo/Escrevo rangendo os dentes” Sinto o corpo a latejar, não percebo como tenho o cérebro a arder e ele transmite a mensagem de frio para o resto do corpo, suspiro forçosamente, a tiritar e com as palavras do dramaturgo grego, Ésquilo, a ecoarem na minha cabeça:”É bom aprender a ser sábio na escola da dor” e do escritor Anatole François “muito aprendeu quem conheceu o sofrimento” sinto que faz parte da vida. Talvez eles tenham razão, também há o provérbio que diz: “não há dor que o sono não cure” Assim, despeço-me de ti, ate amanha! (…) Obrigado.

domingo, 9 de janeiro de 2011

verdades que se esqueceram de acontecer 1

Sobre carris e em direcção a Santarém, passando por Coimbra, uma cidade que me deixa muitas saudades e me proporcionou bons momentos, uma cidade que me inspira facilmente, por isso, vou contar-te uma história; a história de um rapaz humilde que foi passar umas férias a um sítio paradisíaco.
Seis da manha e os primeiros raios de sol invadiram o quarto e iluminaram os lençóis brancos da sua cama, a portada da varanda estava aberta e as cortinas, também elas brancas, esvoaçavam suavemente ao sabor da brisa matinal. Ele abriu os olhos, inspirou o ar puro que o circundava, apreciou a vista, rodou o tronco e a cabeça e sussurrou ao ouvido da rapariga que com os seus olhos fechados olhava o tecto, numa respiração calma e ténue. “Bom dia amor” – disse o rapaz enquanto lhe beijava o pescoço; uma pele suave e um cheiro tão característico fez o rapaz fechar os olhos e imaginar o paraíso. Assim que os seus lábios se fizeram sentir, ela acordou, Noé entanto, sem abrir os olhos, como se tal como ele desfrutasse o momento e não pensasse em mais nada. Sorriu e espreguiçou-se de uma forma tão carinhosa que ele não imaginava que era possível e só então abriu os olhos. Assim que o fez, ficou deslumbrada com a vista que aquele quarto oferecia, ele petrificou quando olhou nos olhos dela, uns olhos lindos, castanhos-claros, conseguiu ver através deles o mar azul e transparente, as ondas pequenas a rebentar na areia branca e as palmeiras pareciam fazer a moldura deste “quadro” perfeito. O rapaz estava deveras enfeitiçado com aqueles olhos carregados de emoção e puro requinte. Após observar pela varanda a vista exuberante do quarto, ela retribuiu com um beijo intenso e apaixonado nos lábios do rapaz. Este permanecia intacto com os olhos fixos nos dela, estava apaixonado. Os seus lábios entrelaçaram-se nos dela e o rapaz sentiu-se a voar sobre as nuvens, ao lado dos pássaros e em direcção às estrelas. Foi o ponto alto do dia. Quando deixaram de ser um só e voltaram às posições inicias, sentaram-se na cama, o sorriso estava estampado na cara do rapaz, porém, a rapariga estava muito pensativa e hesitou em falar. Porém, acabou por questionar o rapaz sobre o amor que ele tinha por ela. O rapaz respondeu-lhe: “Amo como ama o amor, não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?” Ela esboçou o sorriso mais intenso e encantador que ele alguma vez imaginara ver, e disse: “Fernando Pessoa”! O rapaz retribuiu o sorriso, percebeu que ela não tinha ficado com duvidas e beijou-a como se não houvesse amanha. Foi um dos melhores dias da vida deste rapaz. (…) Fim.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Despertador da natureza

Pic. Pic. Pic. Pic. Pic… Foi com este som que abri pela primeira vez os olhos hoje, esfreguei-os e tentei perceber se ainda estava a sonhar, mas não, era mesmo real, estava de facto a ouvir o som característico da queda permanente de gotas de água a cair na pedra, é sempre curioso e inovador acordar desta forma, mas mais curioso e inovador ainda é se este mesmo sítio for dentro do meu quarto. Para mim é inédito, mas tenho a consciência que para alguns é uma constante no inverno, é tudo menos surpreendente, interessante, inédito, curioso e inovador para eles. É lamentável que isso ainda seja uma realidade social nos tempos que correm. Como é possível cerca de 1,2 mil milhões de pessoas viverem com menos de 1 dólar por dia e 11 milhões de crianças com menos de 5 anos, morrem anualmente devido à pobreza em que se atolam. Como é possível, poucas ou nenhumas pessoas fazerem alguma coisa por esta gente? Como podem ser estas pessoas desprezadas e deixadas, literalmente, a apodrecer nas ruas? Como é possível esta penúria de vida ser admitida no sec.XXI? Já em 2002 Boss Ac explodiu ao deparar-se com a miséria do estado em que o país se encontrava e ainda, por incrível que pareça, se encontra. Lançou a musica intitulada em “Farto de” que afirma, entre muitas outras coisas, que: “Estou (…) Farto de miséria, o povo na pobreza/ Uns deitam a comida fora, outros não a tem á mesa/Farto de rótulos, estigmas e preconceitos/Abrir os olhos e não ver os mesmos direitos” Passaram oito anos e ainda somos obrigados a concordar com ele. Triste mas real. Apelo a solidariedade porque, a continuar assim, amanha podemos ser nós.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Saudades tuas.. minha..

Caminha, era tudo quanto eu queria, tudo quanto desejava. 
Um dia marcado pela inércia e sonolência que hoje fizeram questão de me acompanhar e de não me largar um segundo que seja, à medida que as horas passam, ao longo do dia, as minhas sinapses são cada vez menos. Calma, não penses já que sofro de narcolepsia, apenas tive uma noite longa e aulas bem cedo. Porquê que havemos de dormir quando há noites, em Portugal, que nos podem proporcionar excelentes momentos? Porquê que haveremos de perder um terço da nossa vida a dormir? Se todos os dias dormirmos oito horas, ao fim do mês não são 248 horas desperdiçadas? Se a média nacional de esperança de vida for 75 anos, 25 são passados a dormir, não acham isso um desperdício? Pois é, provavelmente concordam com o que aqui está; contudo, as coisas não podem ser vistas desta maneira, dormir é essencial para ter uma vida saudável, a esperança média de vida só é 75 anos porque dormimos senão era bem menor com certeza. 1500, é a média de mortos por ano nos E.U. devido à condução de veículos sobre o estado de sonolência. Dormir é muito importante, durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afectar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e mesmo a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e à diabetes. Por isso, é que casos como este só podem acontecer de vez em quando, apenas quando é mesmo necessário libertar toda a adrenalina, endorfinas e pôr as sinapses num tempo de acção-reacção recorde. Atenção. Cuidado. Desfrutar sim, mas com moderação. 

Mutação de Humor

Texto relativo ao dia 6 de Janeiro




Hoje acordei com a sensação que andei a produzir endorfinas a noite inteira, para quem não sabe é a mesma sensação que a metilenodioximetanfetamina, conhecida como ecstasy, provoca, ou seja, uma sensação enorme de bem estar. Tenho algumas teorias, não cientificas, claro, até porque certamente não haveria; acredito que seja pelo facto de esta semana estar “livre” nada de exames e nada de frequências; parecia mesmo que ia ser um dia perfeito até sentir o telemóvel vibrar e ser transportador de muito más notícias. Ainda não acredito. É extraordinário como o meu humor mudou num curtíssimo espaço de tempo, deixei de ter força para continuar a segurar o aparelho estúpido a que chamamos de telemóvel, apetecia-me partir tudo o que me rodeava, não consegui falar com ninguém, não conseguia manter a calma, a fúria apoderou-se de mim e a única coisa que, após alguns minutos, consegui balbuciar foi FODA-SE. Moral da história: desfruta cada dia da vida a toda a hora pois nunca sabemos quando vamos receber uma notícia que nos vai, literalmente, atirar ao chão.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Descontrair os Musculos

Quando bons amigos se juntam há sempre conversas sérias, conversas banais, diversão e alguma brincadeira; O ambiente era calmo, contudo, o sentido de humor predominava, de tal forma que era inexequível escrever seja o que fosse, simplesmente não deu. Não consigo, é notório como há criaturas que no meio de tanta confusão e desorganização ou mesmo enquanto conversam com um amigo conseguem escrever qualquer coisa minimamente aceitável. Eu, definitivamente, não sou um deles; Porém, até gostava. É daquelas coisas que por mais que tentarmos nunca conseguimos fazê-lo melhor do que no nosso próprio espaço. Não digo que tenha de ser sempre no mesmo sítio e só nesse lugar é que se consegue encontrar o ponto supremo da abstenção do pensamento, para mim, basta estar sozinho. Isto só para dizer que hoje não foi noite de estudo intenso e extenuante mas sim uma convivência passiva de malta que já se livrou de mais um exame, e que exame. Exame este, que cheguei a temer o pior, doeram-me os músculos de tanto os estudar e analisar, agora já não há nada a fazer nem adianta falar mais deste assunto, está feito!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Um salto de ano

Ainda estávamos em Novembro e já falávamos, pensávamos e discutíamos como seria a Nossa passagem de ano, 2010 foi um ano em grande, tinha de acabar da mesma forma. Assim, rapidamente e sem hesitar chegámos à primeira conclusão, pois a primeira palavra foi consensual: PARTY. Inicialmente sete pessoas, convidámos mais três e acabámos cinco, poucos mas com muito potencial. Um barril de cerveja de cinco litros, 24 minis e 4 garrafas de champanhe fizeram questão de nos acompanhar, as minis morreram ainda em 2010, as garrafas de champanhe durante o salto para o novo ano num sítio tão empolgante como a “rua dos combatentes da grande guerra” com uma rua com este nome, haveria melhor sítio para se passar a passagem de ano? Talvez, mas não era.. não! não vou fazer aqui publicidade à Zon, era o que mais faltava. O barril, esse sim, forte como a rocha e duro como o asso, acompanhou-nos até ao fim, até adormecermos, uns com mais sorte que outros, uns foram dormir a casa, outros adormeceram na caminha e outros na carpete fria, não faço ideia quem tenham sido estes últimos, talvez um dia me lembre. 5 Horas antes: choveu champanhe na calçada e cerveja na abóbada craniana de alguém com muito calor e adrenalina à flor da pele, o fogo-de-artifício pintou o céu e encheu os nossos olhos de emoção, felizmente não havia pássaros por perto, sim! Porque nos E.U. no estado de Arkansas morreram cerca de 5 mil pássaros na passagem de ano; porquê? Por medo! Medo dos foguetes, voaram em todas as direcções e devido à sua fraca visão nocturna embateram em tudo o que lhes aparecia á frente, houve literalmente uma chuva de pássaros, mortos. Adiante, depois do fogo-de-artifício fomos convidados a ir comemorar o novo ano ao hotel moliceiro, aceitámos de bom agrado, quando chegámos, fomos muito bem recebidos, tínhamos champanhe, passas e musica ao vivo, e que bem que eles cantavam, não parámos de dançar até a musica acabar. Ainda tivemos direito a assistir a uma fantástica actuação de um brilhante ilusionista português. No fim falámos com a gerente do hotel, agradecemos e despedimo-nos, dirigimo-nos ao apartamento destinado a acabar a noite, jogámos jogos, conversámos, rimo-nos, felicitámos 2011 e despedimo-nos de alguns com mais pressa de voltar para a sua caminha, cuja essa, já não viam desde o ano passado, os mais resistentes adormeceram a falar sobre o fantástico salto para o novo ano ao mesmo tempo que viam um filme de terror; 8 Horas antes: chegámos a casa que estava prevista para fazer o último jantar do ano, o dono ficou responsável por tratar da comida, não sei porquê que deixámos isso à responsabilidade do mais despistado, mas ficou, como era de esperar bebidas não faltaram, uma vez que, essa tarefa ficou encarregue a pessoal de confiança, digo desta forma só para não perceberem que eu sou um deles; a comida também como era de esperar, era insuficiente, duas pizzas médias para cinco pessoas, até dava se duas delas não comessem que nem uns alarves, houve a clara necessidade de fritar uns rissóis. Depois de jantar e de alguns com mais adrenalina que juízo andarem de t-shirt na rua, literalmente, à porrada com um cão com muitas semelhanças a um puma, curioso que é mesmo esse o nome dele, fomos cantar para uma televisão, acho que chamam a isso karaoke, rapazes contra raparigas e como um é neutro, por esta razão ou não,  ficou a ver, foi tão empolgante que deixámos as horas passar, de tal forma que não conseguimos estar à meia-noite na praça do peixe como era desejado. Ah, quase me esquecia de referir, os rapazes ganharam, claro. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Busy

Hoje não há tempo nem cabeça para escrever. Manha toda com aulas, resto do dia: estudar anatomofisiologia. Estou cansado e psicologicamente dorido. Doem-me os músculos de tanto os estudar.

domingo, 2 de janeiro de 2011

De volta à Realidade

Hoje, já com a cabeça no lugar, olho para trás e vejo um ano cheio de emoção, aventura, grande sofrimento, embora este se possa considerar positivo, muita diversão, alegria, paixão, camaradagem, muito desporto e muitas outras coisas normais de um adolescente (a)normal. Um ano inesquecível, o melhor ano da minha vida, o ano que me fez crescer como pessoa, pois foi nesse ano que, conclui o 12º ano; que namorei com uma pessoa que significou muito para mim; que fui, pela primeira vez, para um dos picos da Europa apenas com um amigo apesar de ter voltado com uma amiga que ainda hoje não deixamos de falar e de nos encontrar; que passei as melhores férias de Verão de sempre, na melhor praia do país, com amigos que jamais esquecerei e com outros que lá fiz; ano em que entrei para a melhor faculdade do mundo e no melhor curso que alguma vez existiu; ano em que tive a melhor passagem de ano que podia ter tido, junto de amigos inesquecíveis e com outros que embora não estivessem presentes fisicamente estiveram e estão bem guardados dentro da minha caixa craniana. Um ano que me  enche de saudade. Um ano inesquecível. 2010.